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Banco prepara oferta de produtos com bitcoin e outros criptoativos que será disponibilizada para clientes ainda no primeiro semestre de 2021

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, anunciou nesta quarta-feira, 31, que planeia oferecer produtos de investimento com criptomoedas ainda no primeiro semestre de 2021.

Segundo fontes ouvidas pelo canal de TV norte-americano CNBC, o Goldman Sachs pretende oferecer investimentos em bitcoin e outros criptoativos para clientes do serviço de gestão de património privado do banco, e estuda diferentes maneiras de fazer isso, como oferecer compra e venda do ativo, derivativos ou fundos.

“Estamos a trabalhar em estreita colaboração com as equipas de toda a empresa para explorar maneiras de oferecer acesso inteligente e apropriado ao ecossistema para clientes de património privado, e isso é algo que esperamos oferecer no curto prazo. O Goldman está procurando oferecer um espectro completo de investimentos em bitcoin e outros criptoativos”, disse Mary Rich, chefe global de ativos digitais do Goldman Sachs à CNBC.

O anúncio do Goldman Sachs vem pouco depois que um de seus concorrentes, o Morgan Stanley, anunciou que iria oferecer investimentos em cripto para seus clientes há algumas semanas.

A decisão dos dois bancos de investimentos acontece na altura do movimento de adoção institucional dos criptoativos. Desde 2020, diversas empresas e fundos têm feito investimentos no mercado de criptoativos, visto por muitos investidores como uma opção para proteger o portfolio contra a inflação.

“Há um contingente de clientes que estão a olhar para esses ativos como uma proteção contra a inflação, e o cenário macro do ano passado certamente contribuiu para isso. Há também um grande contingente de clientes que sente que, de alguma forma, estamos no início de uma nova Internet, e estão à procura de maneiras de participar desse espaço”, explicou Rich.

Em março, o Goldman Sachs já tinha divulgado uma previsão dizendo que uma parcela considerável dos cheques de auxílio do governo dos EUA deverá ser investida em bitcoin e outros ativos digitais. Antes, também divulgou uma pesquisa com clientes onde era possível verificar que 40% dos investidores que usam os serviços do banco já têm exposição às criptomoedas.

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